Apague a luz

17 de maio de 2008
Se eu fizer tristeza e sorrir, você nem vai desconfiar. Se eu puser uma canção triste, um rock de qualquer jeito, desalinhado, mal ensaiado, desses que começam na garagem e terminam na pia com ressaca, você nem vai saber que eu chorei.

Eu não chorei. Eu gritei por dentro e você continuou seu ritmozinho medíocre de acordar-trabalhar-comer-comprar-dormir-acordar. Eu gritei sim.
Deixe-me sozinho, como sempre deixou, que o silêncio da casa me fortalece. E quando sair, por favor, apague a luz.

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