Paradeiro

30 de março de 2009
Estudando muito, trabalhando idem, dormindo pouco, bebendo moderadamente.
Restrito a cartas recebidas e outras enviadas.
À tout a l'heur.

O que o meu peito canta

13 de março de 2009

Quando tudo acabar.

11 de março de 2009
Deixe-me sem ar. Mas antes feche a porta. Diminua a luz e tire essa roupa branca, que o que vale é a carne presa nas mãos, é esse olhar calmo que ilude e atrai. Deixe-me sem ar. São dez para as seis e a luz dos postes insiste em nos achar. Deixe-me sem ar. Essa é sua vocação e única escolha. Ouço seu coração batendo nas minhas costas. Levante-se, siga seu caminho. Deixe-me aqui, dormindo, quando tudo acabar.

Cartas

10 de março de 2009
Roubei seu endereço, colado na geladeira da sua mãe.
É que adoro chegar de surpresa, principalmente para quem eu sei que irei alegrar.

Jaloux

Oui, je suis jaloux même.
Mais jmen fou, jveut pas qu'on me remplace.
Jmen fou, jveut pas qu'on me remplace.

Nem onomatopéias conseguem

Este é o mal das palavras: nem sempre trazem consigo o tom ou a expressão de quem as diz, nem de quem as lê.

Por exemplo, como descrever em palavras o que você sente quando, de repente, alguém aparece e deixa escrito para você um singelo e verdadeiro "eu te amo"? Nem onomatopéias conseguem.

Inferno Astral

5 de março de 2009
Júpiter se alinhou com Plutão, se intrigou com Mercúrio, que tá de licute com Marte, que se descabelou com a Terra. Resultado: dias ruins que não passam.

São as intrigas do Universo, ou o Universo intrigante. Como queira.

A culpa é do carteiro

2 de março de 2009
Se as cartas não chegaram.
Se os poemas se apagaram.
Azar o seu, querida.
A culpa é do carteiro.


Please, Mr. Postman - The Beatles.