Deixe-me sem ar. Mas antes feche a porta. Diminua a luz e tire essa roupa branca, que o que vale é a carne presa nas mãos, é esse olhar calmo que ilude e atrai. Deixe-me sem ar. São dez para as seis e a luz dos postes insiste em nos achar. Deixe-me sem ar. Essa é sua vocação e única escolha. Ouço seu coração batendo nas minhas costas. Levante-se, siga seu caminho. Deixe-me aqui, dormindo, quando tudo acabar.
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