[ Quanto a mim o amor passou
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgarE não me volte a cara quando passa por si
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor
Fiquemos um perante o outro
Como dois conhecidos desde a infância
Que se amaram um pouco quando meninos
Embora na vida adulta sigam outras afeições
Conserva-nos, escaninho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil ]
Fecha aspas, que a frieza da rua, o sereno da noite trazem doenças mais brandas e duradouras que as do amor. E por estas passagens não me cobre mais do que os dias em que estivemos juntos, sorvendo a vida em colher de sopa.

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