Texto parido pela embriaguez

9 de março de 2010
Quero dias em mares calmos. Acordar cedo. Isabela não quer. Eu também não. Afinal, quem quer? Amanhã é dia do carro de lixo passar. Falta tempo pra estudar. Onde eu estava quando você ligou? Onde você estava quando eu batia na sua janela, soprando? Dormirei sozinho até sábado. Me empreste seu vinho, faz favor. Tenho enxaqueca com aura. Qual a cor da sua? Às vezes, eu consigo ver. Mostre-me uma luz no seu quarto que eu digo a cor do meu relógio. Ainda me lembro da sua voz. Pergunto por que os nossos links um dia se cruzaram e ninguém responde. Estou sempre atrasado. No ônibus, fico sempre perto de quem vai descer logo, pra tomar assento. Abusei meus óculos, mas sem eles não vejo nada. Você se escondendo também não ajuda. A garrafa do Osadia está vazia. Vou ali, numa adega qualquer, mergulhar e tentar esquecer de tudo, inclusive você.

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