Eu digo oi como quem passa distraído e vê a porta aberta. Você responde como quem faz questão de não passar a chave só pra escutar o ranger da porta empurrada pelo vento. Trocamos historinhas casuais de nossas vidas. Você continua linda, digo. Um pé no passado e eu não percebia. O termômetro falhou. Tudo dentro de nós ferve e dizemos que o mundo está aquecendo por causa das geleiras.
Atiço suas verdades para mostrar as minhas. O beijo que você não deu lhe condena. Eu não voltei porque a janela estava fechada por dentro. Você não sabia, e eu te amava tanto que derrubava os talos dos coqueiros e espalhava o que houvesse no chão daquela pracinha no alto da ladeira. Por que o mapa que eu trazia na mochila não tinha a sua casa? Você e sua mania de se esconder.
Acabei mudando o rumo. Você também. A poesia que escondia em si nosso amor parecia ter morrido. Apenas dormia enquanto eu seguia meu caminho pensando em você. A madrugada nos mostra tudo o que poderia ter sido e não foi. O táxi, o farol e o Sr. Wonka são testemunhas de nós dois.
Sim, a poesia ainda flui e o que sentimos ainda pulsará por muito, muito tempo. Quando eu aparecer outra vez, deixe a janela encostada. E, pra não ficarmos apenas na memória do não vivenciado, por favor, não me deixe voltar.
Atiço suas verdades para mostrar as minhas. O beijo que você não deu lhe condena. Eu não voltei porque a janela estava fechada por dentro. Você não sabia, e eu te amava tanto que derrubava os talos dos coqueiros e espalhava o que houvesse no chão daquela pracinha no alto da ladeira. Por que o mapa que eu trazia na mochila não tinha a sua casa? Você e sua mania de se esconder.
Acabei mudando o rumo. Você também. A poesia que escondia em si nosso amor parecia ter morrido. Apenas dormia enquanto eu seguia meu caminho pensando em você. A madrugada nos mostra tudo o que poderia ter sido e não foi. O táxi, o farol e o Sr. Wonka são testemunhas de nós dois.
Sim, a poesia ainda flui e o que sentimos ainda pulsará por muito, muito tempo. Quando eu aparecer outra vez, deixe a janela encostada. E, pra não ficarmos apenas na memória do não vivenciado, por favor, não me deixe voltar.

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