Isabela

9 de dezembro de 2008
Seus olhos brilham quando falo ao telefone como quem pede pra estar do outro lado e não pode.
Seu egoísmo não me quer na cama, espaçosa apenas para você e suas grandes almofadas.
Você é muito eu, sabia?

Sua tristeza não parece com a minha, dura só enquanto um novo abraço não vem.
E se chamo não me ouve, mergulhada em desobertas que lhe impedem de olhar em volta.
Você é muito ela, talvez.

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