Ensaio. Ponho a coluna no lugar, meu melhor perfume no pescoço e desodorante que dure o dia todo. Arranho uma música baixo e dizem que falo sozinho. Calculo gestos descontraídos e expressões no rosto que te farão me achar interessante.
Me segura. Acho que estou caindo e não é a embriaguez. É essa ânsia de chegar logo. Quatro anos caminhando e calos nos pés, foi o que conquistei. Calos nos pés. Alguém aí tem cerveja? Estou com sede. Queria poder beber e ir trabalhar às oito. Mais leve. Mais solto. Sou todo solto. Eu sou o vento.
Então me solta. Já aprendi a voar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário